(1622) 🇱🇹 Shabbetai Kohen (SHAK)

01-01-1622

Shabbatai ben Meir HaKohen (1621–1662), conhecido pelo acrônimo Shakh, foi um prominente talmudista e halachista. Nascido na Lituânia, estudou em diversas ieshivás prestigiadas sob orientação de eruditos como Rabbi Joshua Höschel ben Joseph e Naphtali Cohen. Após se estabelecer em Vilna, onde se tornou assistente no Beit Din, foi forçado a fugir durante a Guerra do Norte em 1655, refugiando-se sucessivamente em Lublin, Praga e Strážnice, antes de assumir o rabinato em Holešov, Morávia, onde faleceu.

Sua obra magna, o Siftei Kohen (1646), um comentário sobre o Choshen Mishpat do Shulchan Aruch, consagrou-se como trabalho de autoridade suprema na lei talmúdica, sendo incorporado à maioria das edições do Yoreh De'ah a partir de 1674. Reconhecido por seu rigor lógico e independência intelectual, Shabbatai HaKohen frequentemente contestou decisões de predecessores e contemporâneos, gerando controvérsias, mas estabelecendo-se como figura central na interpretação haláchica. Além de seus conhecimentos talmúdicos, dominava a Cabalá e compôs selichot (preces penitenciais) commemorando as tragédias dos pogroms de Chmelnitski em 1648, documentadas em sua Megillah Afah, que relata martírios coletivos de judeus que preferiram a morte à conversão forçada. Seu legado perdura através de sua influência haláchica, sua lápide preservada em Holešov – ainda local de peregrinação – e a Sinagoga Shakh, edifício histórico que hoje abriga exposição sobre a história judaica na Morávia.

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